No dia 20 de abril, o Embaixador Yang Yirui publicou no meio de comunicação português "radio Íris" um artigo assinado intitulado "Cessar-fogo e fim da guerra para devolver a paz ao Médio Oriente e ao mundo". O texto completo é o seguinte:

A guerra no Irão prolonga-se há mais de um mês, e os efeitos continuam a alastrar-se, causando um impacto cada vez mais grave na paz e na estabilidade da região e do mundo, e uma perturbação de forma cada vez mais generalizada à estabilidade do abastecimento energético global, ao bom funcionamento das cadeias de produção e ao abastecimento e desenvolvimento económico mundial, o que não corresponde aos interesses comuns dos países da região e da comunidade internacional.
Perante a situação do Médio Oriente, a China tem mantido sempre uma atitude objetiva e imparcial. A China considera que esta é uma guerra que não deveria ter acontecido e que não traz benefícios para nenhuma das partes. A história do Médio Oriente tem repetidamente demonstrado ao mundo que a força armada não é a solução para resolver os problemas, o conflito militar alimenta apenas novos ódios e gera novas crises. A China apoia o Irão na defesa da sua soberania, segurança, integridade territorial e dignidade nacional, bem como na proteção dos seus legítimos direitos e interesses. A China valoriza as reivindicações legítimas dos países do Golfo e apoia a defesa da soberania e da segurança nacional desses países. As grandes potências não podem, com base na sua superioridade militar, atacar arbitrariamente outros países; o mundo não pode regressar à lei da selva. A comunidade internacional deve opor-se a qualquer ato que viole o direito internacional e defender em conjunto os princípios básicos das relações internacionais.
Desde o início dos conflitos, a China tem-se empenhado ativamente na promoção da paz e no fim da guerra. No dia 14 de abril, O presidente chinês Xi Jinping reuniu-se com Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, e apresentou proposta de quatro pontos sobre paz no Médio Oriente, incluindo adesão ao princípio da coexistência pacífica, adesão ao princípio da soberania nacional, adesão ao princípio do Estado de Direito internacional, e que desenvolvimento e segurança devem ser coordenados. Estas propostas constituem a contribuição da China para a conquista de uma estabilidade duradoura na região do Médio Oriente, injetando uma valiosa certeza a uma região que tem atravessado um período de turbulência, bem como ao mundo todo. Durante os tempos, o Ministro dos Negócios Estrangeiros Wang Yi tem mantido várias conversas telefónicas com os homólogos dos países envolvidos, e o enviado especial do governo chinês para questões do Médio Oriente realizou visitas por vários países na região do Golfo e do Médio Oriente. No dia 31 de março, a China e o Paquistão apresentaram conjuntamente uma iniciativa de cinco pontos para restaurar a paz e a estabilidade na região do Golfo e do Médio Oriente. O seu conteúdo principal resume-se na «uma cessação imediata, um início das negociações de paz e três garantias», ou seja, a cessação imediata das hostilidades, o início das negociações de paz o mais rápido possível, a garantia da segurança de alvos não militares, a garantia da segurança das rotas marítimas e a garantia da primazia da Carta das Nações Unidas. A iniciativa conjunta China-Paquistão obteve apoio e resposta de vários países e organizações internacionais, reunindo forças para promover o restabelecimento da paz e a estabilidade na região do Golfo e do Médio Oriente, o que demonstra plenamente que o cessar-fogo e o fim da guerra são os desejos da maioria das pessoas e que a paz e a estabilidade são o anseio de todos os países.
Recentemente, os Estados Unidos e o Irão anunciaram um cessar-fogo e o início de negociações com a duração de duas semanas. Entrou em vigor o cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano, e as duas partes comprometeram-se a iniciar negociações diretas. Encontra-se numa fase crucial de transição da guerra para a paz, e uma janela de paz está a abrir-se. É prioritário evitar a todo o custo o recomeço dos conflitos e manter o impulso deste cessar-fogo, que foi conquistado com tanto esforço. Tomamos nota de que Portugal também acolheu com agrado o cessar-fogo, sublinhando que continuará a apoiar plenamente a resolução do conflito por vias diplomáticas. A comunidade internacional deve continuar a intensificar os esforços para promover a negociação e o diálogo. A China está disposta a colaborar com todas as partes, incluindo Portugal, no espírito das quatro propostas do Presidente Xi Jinping, para continuar a promover a mitigação da situação, incentivar a melhoria das relações entre os países da região e desempenhar um papel construtivo na concretização de uma paz e estabilidade duradouras no Médio Oriente.

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